Somente em setembro 38 idosos foram vítimas de golpes em Maringá

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Dados divulgados pela Delegacia de Estelionato de Maringá indicam que somente no mês de setembro 38 idosos foram vítimas de golpes na cidade. No mesmo mês de 2018, foram apenas dois registros.

De acordo com o delegado Fernando Garbelini, responsável pela unidade, os golpes mais comuns aplicados contra essas pessoas são: o clássico conto do bilhete premiado e o golpe do cartão clonado. Na primeira fraude, o golpista se passa por uma pessoa simples que porta um suposto bilhete de loteria premiado.

Para ludibriar ainda mais a vítima, um segundo golpista se aproxima e atesta a veracidade do bilhete. O falso ganhador pede ajuda para ir ao banco fazer o saque do prêmio e, em troca, oferece parte do dinheiro para a vítima, porém, pede uma quantia em dinheiro de garantia. Depois disso, na primeira oportunidade os golpistas fogem levando o valor dado pela vítima. “Este é o golpe mais antigo que se tem registro e infelizmente ainda faz muitas vítimas, principalmente idosos”, afirma o delegado.

Na segunda fraude, os golpistas ligam para a vítima questionando compras em seu cartão de crédito. Diante da negativa sobre as supostas transações, os bandidos afirmam que o cartão de crédito foi clonado e que o banco precisa recolhê-lo para, em seguida, enviar um novo. A vítima é orientada a colocar em um envolve o cartão e um papel com a senha e esperar até que um suposto funcionário do banco venha fazer a retirada. Após a entrega do cartão e senha, os bandidos conseguem fazer compras e saques em nome da vítima.

A orientação, segundo o delegado, é estar sempre em alerta e desconfiar de histórias contadas por estranhos, seja pessoalmente ou por telefone. “Além disso, é importante saber como o banco age em determinadas situações. Mandar um motoboy para retirar o cartão ou pedir a senha, por exemplo, são claras evidências de golpe. O banco jamais faz esse procedimento”, diz.

Outra forma de prevenção, de acordo com Garbelini, é o diálogo com os familiares idosos. “É preciso conversar, explicar e, sobretudo, acompanhar as movimentações financeiras e o uso do celular para evitar que se caia em fraudes”, diz.

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