A CIDADE

Prefeitura de Maringá vai vacinar professores. No Paraná, aulas presenciais recomeçam em 10 de maio

O prefeito Ulisses Maia garantiu que vai cumprir o mandado de segurança coletivo impetrado pelo Ministério Público do Estado do Paraná e vacinar os professores e funcionários dos estabelecimentos públicos e privados da educação básica para propiciar o retorno das atividades escolares presenciais.

A decisão, assinada pelo juiz de Direito, Frederico Mendes Júnior, lembrou a Lei Municipal número 11.245/2021, criada pelos vereadores e sancionada por Ulisses Maia. A lei dispõe sobre a inclusão dos professores e funcionários dos estabelecimentos públicos e privados da educação básica na 2ª Fase do Grupo Prioritário do Plano de Operacionalização da Campanha de Vacinação contra a Covid-19 do Município de Maringá.

A Prefeitura estava buscando saídas legais para cumprir a Lei Municipal e negociando com os governos do estado e federal uma forma de vacinar os professores. “Sempre fomos favoráveis à vacinação dos professores. Mas, nunca tivemos controle sobre a quantidade de vacinas ou a forma de distribuição. Esta decisão da justiça vem nos auxiliar a vacinar os professores e funcionários das escolas e promover o retorno às aulas com segurança”, comenta Ulisses Maia.
A Secretaria de Saúde de Maringá vai analisar hoje a forma como será feita a vacinação em respeito à decisão judicial.
Paraná

A rede estadual de ensino do Paraná terá, a partir de 10 de maio, uma volta gradativa às aulas presenciais. O retorno deve acontecer paralelamente à vacinação dos profissionais da Educação, programada para este mês, e em um momento de queda na taxa de transmissão e nos indicadores de contágio. O anúncio foi feito pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta terça-feira, 4.

Há três critérios para a definição de quais colégios devem ter prioridade para a volta das atividades presenciais. O primeiro deles é o acompanhamento das cidades onde houve retorno das redes municipais de ensino e do transporte escolar. Além disso, serão priorizadas as instituições de ensino onde há alunos em situação de vulnerabilidade e sem acesso a equipamentos digitais para realizar as atividades remotas. Outro critério é a análise de colégios com maior número de professores fora do grupo de risco. As secretarias da Educação e do Esporte e de Saúde ainda estão realizando o mapeamento dos locais.

Nas escolas que reabrirão para atividades presenciais, será adotado o modelo híbrido de ensino, ou seja, parte dos alunos assistirá às aulas presencialmente, em sala de aula, enquanto a outra parte acompanhará remotamente, vendo as aulas ao vivo. Para isso, as salas de aula estão equipadas com computadores e internet, possibilitando que os professores interajam com ambos os grupos de estudantes.

As instituições de ensino seguirão um protocolo de segurança, garantindo distanciamento de 1,5 metro entre os estudantes, disponibilizando álcool em gel, reforçando a obrigatoriedade do uso de máscara e aferindo a temperatura de alunos e funcionários na entrada do colégio. Distanciamento, uso de máscara e aferição de temperatura também são regras dentro do transporte escolar.

O retorno presencial não será obrigatório. Pais, mães ou responsáveis legais que desejem o retorno dos estudantes devem assinar um termo de autorização a ser entregue na instituição de ensino. Os alunos que optarem por não ir às aulas presencialmente continuarão no ensino remoto (que inclui as plataformas digitais do Aula Paraná, videoaulas no YouTube e TV aberta, além do kit pedagógico impresso), que acontece desde o início deste ano letivo, em 18 de fevereiro.