POLICIAL

Suspeito de matar adolescente é liberado por causa de legislação eleitoral

Momento em que o suspeito chega a delegacia e é abordado pela imprensa

Acompanhado do advogado criminalista José Carlos Ragiotto, o jovem Luiz Gustavo X.A, de 20 anos, apresentou-se nesta quarta-feira, 11, à Delegacia de Homicídios de Maringá. Ele é o principal suspeito de ter atirado e causado a morte da adolescente Ingrid Vitória Regina, de 15 anos, durante a madrugada do último domingo, 8, no Parque Industrial que fica próximo ao aeroporto de Maringá. A garota foi morta com um tiro na cabeça ao passar por uma área próxima de onde ocorria uma festa clandestina. Familiares de Ingrid têm uma propriedade rural nas proximidades.

O suspeito estava com a prisão temporária decretada pela Justiça, porém, não ficou preso por conta da legislação eleitoral que não permite a prisão cautelar cinco dias antes e 48 horas depois das eleições. Em interrogatório prestado ao delegado Diego Elias de Almeida, Luiz Gustavo negou ter praticado o crime. Apesar da negativa, segundo a polícia, depoimentos de testemunhas indicam que o jovem teria efetuado os disparos.

Revolta
Familiares da vítima estavam revoltados com a soltura do suspeito. Os pais de Ingrid estiveram na delegacia e lamentaram o fato de Luiz Gustavo prestar o depoimento e ser liberado. “É um absurdo. A dor que estamos passando pelo falecimento da nossa filha e ainda a gente tem que ver esse tipo de situação. Revolta demais”, desabafou Antonio Roberto Regina, pai de Ingrid.

 

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