POLICIAL

Polícia Civil prende suspeitos de fraudar pagamento de IPVA de carros de luxo

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu temporariamente 16 pessoas suspeitas de captar proprietários de carros de luxo e oferecer a quitação do Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), com descontos que variavam entre 30% e 50%. O pagamento do débito era realizado através de invasão de contas bancárias alheias. A ação aconteceu nesta quarta-feira (7).

Os policiais civis cumpriram também 15 mandados de busca e apreensão. Parte das ordens foram cumpridas em cidades paranaenses, entre elas Curitiba, Foz do Iguaçu, Paranavaí e Umuarama, e outra parte na cidade de Marabá, no Estado do Pará.

Celulares, documentos e três armas de fogo foram apreendidas durante as buscas. Os indivíduos que estavam com os revólveres foram, também, autuados em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

Diligências
Durante investigações, que duraram aproximadamente oito meses, a PCPR descobriu que diversos angariadores estariam atuando no Paraná associados a criminosos do Pará, para onde a maior parte do dinheiro arrecadado é encaminhado.

Apurou-se também o envolvimento de despachantes. Apesar de não haver indícios de que ofereciam o benefício aos seus clientes, se valiam dos serviços prestados de pagamento de IPVA para utilizar a fraude. Ou seja, na medida que os valores eram repassados pelos proprietários dos veículos, o ganho dos despachantes era integral.

Foram analisados 27 IPVAs, quitados por duas contas distintas, sendo uma do Rio Grande do Norte e outra da Bahia, nos anos de 2017 e 2019, totalizando R$ 87,9 mil. Os criminosos recebiam entre 50% a 70% do valor total do imposto, já que não tinham custo algum para quitação do débito.

Para dar ainda mais credibilidade à prática criminosa, os indivíduos cobravam dos proprietários o valor referente à quitação do débito somente após baixa no sistema, comprovando o pagamento.

A PCPR acredita que há outras pessoas envolvidas com o esquema criminoso, que será melhor apurado em continuidade as investigações. Os presos temporários podem responder por furto qualificado mediante fraude e associação criminosa.

 

 

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