Obras não pararam no Hospital da Criança de Maringá/ Foto - Laudecy Jr.

Na sessão ordinária desta terça-feira (14), os vereadores aprovaram um requerimento de informação solicitando à Mesa Diretora da Câmara Municipal que seja constituída uma Comissão Especial, composta por cinco membros, para analisar as condições orçamentárias e financeiras que dispõe o Estado para a construção do Hospital da Criança de Maringá.

A autoria do requerimento é do vereador Odair Fogueteiro (PHS), que também assume como presidente da Comissão Especial. O relator é o vereador Chico Caiana (PTB), sendo membros os vereadores Dr. Jamal (PSL), Flávio Mantovani (Cidadania) e Belino Bravin (PP). Uma reunião da comissão ocorreu após o término da sessão desta terça-feira.

“Vamos apurar o andamento dos processos administrativos direcionados à construção do Hospital da Criança e também propor medidas de caráter legislativo ou administrativo que se fizerem necessárias para a continuidade das obras. Maringá não pode ficar sem o Hospital da Criança”, afirmou Fogueteiro.

A preocupação dos vereadores quanto ao andamento das obras do Hospital da Criança começaram há algumas semanas, quando o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, afirmara, em uma reunião na Acim, que não haveria recursos suficientes para o empreendimento na cidade.

Mais recentemente, outro fator se mostrou determinante para a criação da Comissão Especial: uma das empresas responsáveis pelas obras deixou de pagar salários a funcionários que atuavam nas instalações de ferragens do Hospital da Criança.

Um grupo desses funcionários chegaram a se reunir em frente à agencia Sine, de Maringá, exigindo que o salário do mês de abril fosse pago para todos. A empresa responsável pelas ferragens das obras é de Curitiba.

Após três meses de salários atrasados, de acordo com relatos destes funcionários, eles resolveram cruzar os braços, o que causou demissões, ainda que sem o devido acerto de contas.

Para o vereador Fogueteiro, situações como essas atrasam e prejudicam as obras do Hospital da Criança, e devem ser imediatamente controladas pelo Governo do Estado, responsável pelo empreendimento e pelas contratações de empresas via licitações. “Vamos fazer nosso papel de fiscalização e ver quem não está fazendo a sua parte: federal, estadual ou municipal.”

PROMESSA
O Hospital da Criança ocupará uma área de 23 mil m² e oferecerá 21 especialidades da pediatria, como oncologia, ortopedia, cardiologia, gastroenterologia e endocrinologia. Para atender um público de 4 milhões de pessoas estimado das regiões Norte e Noroeste do Estado, serão instalados 160 leitos e um centro de pesquisas de doenças raras.

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