A Câmara de Maringá vota na sessão desta quinta-feira, 2, uma emenda apresentada pelo vereador Jean Marques (PV) que autoriza concessão do aeroporto regional de Maringá para a iniciativa privada. “Entre torná-lo 100% público, seria melhor conceder à iniciativa privada o aeroporto. Essa discussão precisa avançar mais e, caso o Governo Federal realmente autorize a entrada de capital estrangeiro nos aeroportos, teremos mais concorrência de companhias aéreas, o que estimulará melhores serviços e menores preços na aviação. Hoje, nosso Aeroporto não tem capacidade de investimento próprio senão com recursos públicos”, comentou o vereador Jean Marques na sessão da última terça-feira (30), quando o projeto entrou em primeira discussão.

No último dia 9 de abril, Fernando Rezende, superintendente do aeroporto de Maringá, usou a tribuna da Câmara para prestar contas do terminal aéreo regional. Em suas considerações para o convidado, Jean Marques já havia demonstrado preocupação com o fato de somente o município ser o responsável final por todo o custo que o aeroporto pode gerar, inclusive os prejuízos suportados pelos cofres públicos, sendo que é utilizado por toda a região noroeste do estado.

Segundo Rezende, ainda há um prejuízo acumulado no balanço patrimonial do aeroporto de R$ 540 mil. “Estávamos com um prejuízo de R$ 2 milhões em 2016. Esse prejuízo estamos apropriando com os lucros dos anos de 2017 e 2018”, explicou o superintendente.
Na opinião de Jean Marques, a cidade tem ido contra a tendência nacional de conceder para a iniciativa privada os aeroportos, medida que visa uma melhor oferta dos serviços sem onerar o erário. “Além disso, nas raras vezes que o Aeroporto teve lucro, a população de Maringá não teve qualquer benefício, já os aportes de capital que suportaram os prejuízos acumulados foram custeados com dinheiro dos impostos do maringaense”.

O Governo Federal publicou, no dia 18 de março, o edital que abre a sexta rodada de concessão de aeroportos administrados pela Infraero. Os aeroportos paranaenses Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Bacacheri, em Curitiba, Cataratas, em Foz do Iguaçu, e José Richa, em Londrina, estão na lista. No total, 22 aeroportos das regiões Sul, Norte, Nordeste e Centro-Oeste serão concedidos nesta rodada. De acordo com a Secretaria de Aviação Civil, o leilão dos aeroportos deve acontecer em agosto de 2020.

“Eu acredito que, além dos paranaenses terem uma melhor infraestrutura aeroportuária, o Paraná vai ter um número maior de voos, inclusive internacionais, em Curitiba e Foz do Iguaçu, e uma tarifa menor de operação”, afirmou, à época, o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex.

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