O gás de cozinha vai ficar em média, 8% mais caro em Maringá a partir desta sexta-feira, 5. O aumento, segundo os revendedores de gás de cozinha, será repassado ao consumidor por causa de três reajustes nos três primeiros meses do ano que somam quase 10%. O botijão de 13 quilos de gás liquefeito de petróleo (GLP) residencial, teve uma alta de 1,04% em fevereiro.

Conforme a Petrobras, o ajuste anunciado foi aplicado sobre os preços praticados sem incidência de tributos. “Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Isso dependerá de repasses feitos especialmente por distribuidoras e revendedores”, destacou a Petrobras.

Depois o produto teve aumentos repassados pelas distribuidoras para a recomposição da margem de lucro e ainda o PMPF – O Preço Médio Ponderado Final (PMPF), chamado preço de pauta. O cálculo é obtido a partir de pesquisas periódicas da Agência Nacional de Petróleo (ANP), e serve de parâmetro para a tributação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Segundo o Sinegás, que reúne as empresas do setor do interior do Paraná, os revendedores de gás absorveram parte desses custos. “Só que agora as revendas não suportam mais esses aumentos, sem que repasse para o preço final ao consumidor. As revendas estão a cada dia mais descapitalizadas, tendo dificuldades de manter as portas abertas. Não temos mais como aguentar as sucessivas altas, a concorrência desleal com vendedores de gás clandestinos. Esse reajuste pode girar em torno 8% para que as revendas recomponham as suas margens que atualmente é nula. Diante dessa situação muitas empresas estão falindo”, ressaltou a representante do setor Sandra Ruiz.

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